O Flamengo decidiu assumir o protagonismo total nas negociações por Lucas Paquetá e colocou Luiz Eduardo Baptista, o BAP, à frente das conversas após o mandatário voltar das férias para finalizar o acordo de forma positiva. O presidente rubro-negro passou a tratar o tema de forma direta após o West Ham sinalizar oficialmente o valor desejado para liberar o meia ainda nesta janela.

Foto: GIlvan de Souza/Flamengo
Foto: GIlvan de Souza/Flamengo

A pedida do clube inglês foi clara: 45 milhões de euros, cifra que gira em torno de R$ 281 milhões. O número chegou a BAP em reunião no Ninho do Urubu e passou a nortear os próximos passos do Flamengo, que agora tenta construir um modelo de negócio mais viável financeiramente.

Internamente, o Rubro-Negro trabalha com a possibilidade de reduzir o valor final ou, ao menos, flexibilizar a forma de pagamento. Parcelamento, cláusulas por metas esportivas e bônus diluídos são alternativas colocadas à mesa para tentar aproximar as partes.

BAP centraliza tratativas e busca formato mais flexível

Após entender o cenário completo, BAP alinhou o teto financeiro do Flamengo com o diretor de futebol José Boto e com o estafe de Paquetá. A ideia é apresentar uma proposta competitiva, mas sem comprometer o planejamento do clube em um único movimento de mercado.

O Flamengo entende que o desejo do jogador pesa e pode ser determinante. Paquetá já comunicou mais de uma vez ao West Ham que quer retornar ao clube que o revelou, o que aumenta a pressão por um desfecho ainda em janeiro.

Paquetá tem avanços, mas ainda há dificuldades, reveou Boto – (Photo by Justin Setterfield/Getty Images)

Diante desse posicionamento, o clube inglês passou a considerar a liberação imediata, mesmo em meio à luta contra o rebaixamento na Premier League. A leitura é de que, havendo acordo financeiro, o entrave esportivo deixa de ser decisivo.

Entrave financeiro segue como ponto-chave da operação

Antes do clássico contra o Vasco, José Boto confirmou que houve avanços, mas reforçou a complexidade da negociação. Segundo o dirigente, o principal obstáculo continua sendo financeiro, embora o Flamengo já tenha reduzido significativamente a distância entre os valores.

O Rubro-Negro acredita que a condução direta de BAP pode acelerar o consenso final. A avaliação é de que o momento exige paciência, estratégia e firmeza, já que se trata de um jogador de patamar internacional e uma das maiores operações do mercado brasileiro.

Enquanto isso, o Flamengo mantém cautela e evita promessas públicas. O clube trabalha nos bastidores com a convicção de que, se os números fecharem, a volta de Paquetá deixará de ser apenas um desejo para se tornar realidade.

Futuro de Lucas Paquetá

Paquetá tem contrato vigente no futebol inglês e segue valorizado tecnicamente, especialmente pelo desempenho consistente na Premier League, mas gostaria de voltar para casa visando a Copa do Mundo.