O Flamengo iniciou 2026 com uma guinada clara na forma de tratar suas categorias de base. As comissões técnicas do sub-6 ao sub-20 se reapresentaram na Gávea sob um novo discurso interno, mais voltado à formação de talentos do que à busca imediata por troféus, em reunião conduzida por Alfredo Almeida, dirigente português escolhido para liderar o setor.

Apesar das conquistas recentes nas categorias inferiores, incluindo títulos continentais e mundiais do sub-20, a diretoria avalia que os resultados esportivos não refletem, necessariamente, eficiência na formação de jogadores para o elenco profissional, apontando baixo impacto recente no time principal.
Desde a saída de Vinícius Júnior para o futebol europeu, em 2018, poucos atletas formados no clube conseguiram se firmar com protagonismo semelhante, sendo João Gomes citado internamente como uma das exceções mais recentes nesse processo.
Redução de atletas e mudança no perfil de captação
O diagnóstico levou o Flamengo a promover uma reestruturação profunda na base, com redução significativa do número de atletas inscritos, buscando concentrar recursos técnicos e financeiros em jogadores considerados com maior potencial de desenvolvimento.
A nova política prioriza a captação de jovens entre 15 e 17 anos, com custos avaliados como mais baixos, partindo do princípio de que a consolidação de ao menos um talento ao longo do ciclo justifique o investimento feito em todo o processo formativo. A informação foi dada pelo Ge.globo.
No início da temporada, o sub-20 chegou a representar o clube nos primeiros jogos do Campeonato Carioca profissional, reforçando a ideia de integração, embora o retorno antecipado do elenco principal tenha mantido essa estratégia sob controle.
Reorganização interna e influência de modelo europeu
A reformulação também atingiu a estrutura administrativa, com José Boto deixando a atuação direta no cotidiano da base para que Alfredo Almeida assumisse o comando do setor, em um movimento que busca alinhar o clube a modelos europeus de formação.
Internamente, a diretoria reconhece que a nova filosofia exige paciência e admite que títulos podem deixar de ser prioridade em 2026 e 2027, com o sucesso da base passando a ser medido pela capacidade de formar jogadores aptos a sustentar o futuro esportivo e financeiro do Flamengo.