O Flamengo iniciou o Campeonato Carioca com uma proposta clara de observação e desenvolvimento. Atuando com uma equipe formada majoritariamente por jovens, o Rubro-Negro mostrou organização e controle territorial diante da Portuguesa, em Volta Redonda. A escalação definida por Bruno Pivetti seguiu o planejamento traçado pela comissão técnica liderada por Filipe Luís, que optou por dar minutos e responsabilidades a atletas da base.

Elenco do Flamengo em partida contra a Portuguesa pelo campeonato carioca (Foto: Adriano Fontes/Flamengo)
Elenco do Flamengo em partida contra a Portuguesa pelo campeonato carioca (Foto: Adriano Fontes/Flamengo)

Dentro desse contexto, a utilização de Joshua e Wallace Yan chamou atenção. Ambos atuaram com liberdade no setor ofensivo, sendo constantemente acionados em jogadas de profundidade e movimentação entre linhas. A ideia foi manter posse, acelerar pelos lados e explorar a intensidade dos jovens.

Primeiro tempo de domínio e chances criadas

Nos primeiros 45 minutos, o Flamengo foi superior. A equipe conseguiu se impor com bola no campo ofensivo, trocou passes com boa dinâmica e criou as principais oportunidades do jogo. Wallace Yan teve duas chances claras, ambas em situações de enfrentamento direto com o goleiro Douglas Borges, mas não conseguiu finalizar em gol.

A Portuguesa, por sua vez, apostou em jogadas mais diretas e chegou a assustar em uma cabeçada de Bruno Mota, que passou para fora. Ainda assim, o panorama geral foi de maior controle rubro-negro, apesar da ausência de gols até o intervalo.

Segundo tempo pouco inspirado do Flamengo

Na segunda etapa, o Flamengo manteve a postura ofensiva e seguiu controlando a posse de bola, buscando aumentar a intensidade no terço final do campo. A equipe passou a ocupar mais a área adversária e tentou variar as jogadas, alternando bolas trabalhadas pelo meio e investidas pelos lados.

Com o passar do tempo, o ritmo do jogo ficou mais aberto, com a Portuguesa encontrando espaços em transições rápidas, até encontrar o gol da vitória momentânea. As mudanças feitas ao longo do segundo tempo tiveram como objetivo renovar a intensidade e testar novas formações, mantendo a proposta de observação dos jovens.

O cenário seguiu equilibrado até os minutos finais, com o Rubro-Negro tentando transformar o domínio territorial em efetividade no placar para empatar o jogo, enquanto administrava os riscos defensivos.