A solidez que marcou o Flamengo em 2025 ainda não apareceu com a mesma força neste início de 2026. Depois de uma temporada praticamente impecável no sistema defensivo, o time viu sua média de gols sofridos praticamente dobrar nas primeiras partidas do novo ano.

Defesa do Flamengo perde força em 2026 e Filipe Luís admite necessidade de ajustes – Jorge RodriguesAGIF
Defesa do Flamengo perde força em 2026 e Filipe Luís admite necessidade de ajustes – Jorge RodriguesAGIF

Considerando apenas os jogos com a equipe principal, o Rubro-Negro disputou sete partidas e sofreu nove gols, média superior a um por confronto. Em 2025, o número era bem mais baixo: 51 gols em 78 jogos, desempenho que ajudou a sustentar a campanha vitoriosa da equipe. Os números foram levantados pelo portal Uol.

RJ – RIO DE JANEIRO – 07/02/2026 – CARIOCA 2026, FLAMENGO X SAMPAIO CORREA – Filipe Luis tecnico do Flamengo durante partida contra o Sampaio Correa no estadio Maracana pelo campeonato Carioca 2026. Foto: Jorge Rodrigues/AGIF

Falhas atrás de falhas no Flamengo

Desde que passou a utilizar os titulares, o Flamengo só conseguiu sair de campo sem ser vazado uma única vez, justamente no clássico contra o Vasco, na estreia da temporada, quando venceu por 1 a 0.

De lá para cá, o time tem encontrado dificuldades para manter o controle das partidas, algo que sempre foi uma das marcas do modelo implantado. As derrotas vieram acompanhadas de falhas defensivas visíveis.

Contra Fluminense, São Paulo e Corinthians, por exemplo, o time sofreu dois gols em cada confronto e acabou superado. Em outras partidas, como diante de Internacional, Vitória e Sampaio Corrêa, os problemas também ficaram expostos, especialmente nas transições defensivas.

FIlipe Luís entende que defesa está mais vulnerável

Filipe Luís evita apontar culpados individuais. Para o treinador, o problema vai além da linha de zaga. Ele entende que a defesa começa no ataque e que a dificuldade em manter a posse de bola e controlar o ritmo do jogo tem deixado o time mais vulnerável aos contra-ataques. Na avaliação interna, os erros técnicos e a perda de organização coletiva explicam boa parte dos gols sofridos.

Mesmo com a chegada de Vitão e o retorno de Danilo após lesão, Léo Pereira e Léo Ortiz seguem como os nomes mais utilizados na zaga. A comissão técnica ainda busca o encaixe ideal e maior estabilidade no setor, alternando peças na tentativa de recuperar a segurança vista na temporada passada.