A diretoria do Flamengo está vendo o clube envolvido em mais uma polêmica, desta vez o Mais Querido tem seu nome envolvido em um processo movido pelo designer Felipe Silva, de Florianópolis, que alega que a Braziline, empresa de materiais esportivos, plagiou diversos desenhos de camisas feitos por ele e comercializado como produtos licenciados. Dentre os modelos que teriam sido copiados está uma camisa do Flamengo.

O designer desenhou as camisas de alguns clubes da Série A como parte de seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de design, intitulado “Se a Nike fosse Patrocinadora do Campeonato Brasileiro?”. Após o projeto ter sido aprovado, Felipe exibiu os modelos nas redes sociais. “Meus layouts foram para um projeto acadêmico, no qual foram apresentados para um orientador, aprovados por uma banca e também por uma instituição acadêmica. E, quando divulgado em redes sociais, sempre deixei explícito que não era uma loja, não vendia camisas e que eram apenas projetos fictícios”, explicou.
O que Felipe não esperava é que dois anos depois enquanto buscava camisas para presentear no Natal, iria encontrar peças semelhante a que ele havia desenvolvido. “Eram produtos licenciados por diversos clubes brasileiros e desenvolvidos, fabricados e comercializados pela empresa Braziline. Procurei um advogado e demos prosseguimento com uma notificação extrajudicial para a empresa e também com os clubes que licenciaram a marca. Eles estavam lucrando comercialmente com as camisas em suas lojas oficiais”, revelou.
Felipe então decidiu abrir um processo contra a empresa no valor de R$ 1,9 milhão e um segundo contra o Flamengo cobrando R$ 1,5 milhão. Além do Flamengo, Atlético-MG, Botafogo, Cruzeiro e Vasco estariam usando o mesmo padrão. De acordo com o advogado de Felipe, Hugo Leitão, especialista em propriedade intelectual, a intenção é abrir uma para cada clube. “ Possivelmente serão várias ações, porém, demos início contra o Flamengo, que vende a camisa na loja própria e o lucro é 100% dele. O processo no Rio de Janeiro deveria estar em segredo de justiça, mas acabou vazado já no dia seguinte à sua distribuição, que foi em um final de semana. Achei perigoso para ele, porque alguns torcedores começaram a destilar ódio pela internet, fazendo nascer um verdadeiro tribunal da internet com várias pessoas julgado sem conhecer o caso, etc… Desta forma encerramos a ação por lá e redistribuídos”, afirmou Hugo.
A Braziline foi procurada pelo GE, que alegou que o autor teria “desistido” da ação. “ Não houve plágio, porém não podemos comentar processos em curso, mas posso adiantar que trata-se de processo antigo, já noticiado há alguns meses, inclusive tendo o autor desistido da ação proposta no Rio de Janeiro”.