Em entrevista exclusiva ao No Ataque e à TV Alterosa, o ex-auxiliar do Cruzeiro, Diogo Dias confirmou que houve uma reunião entre o Flamengo e o técnico Leonardo Jardim. Parceiro do treinador desde 2021, ele explicou que a negociação não avançou porque Jardim fez uma promessa ao presidente da Raposa, Pedro Lourenço, de que não comandaria outro clube no Brasil.

Jardim, ex-técnico da Raposa. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
© Thiago Ribeiro/AGIFJardim, ex-técnico da Raposa. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Depois de sair do Cruzeiro, o técnico português passou a despertar interesse do Flamengo para a temporada de 2026. O bom desempenho à frente da equipe mineira colocou seu nome em evidência no mercado e o levou ao radar da diretoria rubro-negra.

O contato aconteceu em um momento de indefinição no comando do Flamengo, quando Filipe Luís enfrentava dificuldades nas tratativas para renovar contrato. O impasse, no fim da última temporada, chegou a colocar em dúvida a permanência do treinador no cargo.

Diogo Dias revela promessa

Se há uma coisa que valorizo no mister (Jardim), é o caráter. ‘N’ vezes ele falou com o presidente Pedrinho que no Brasil só treinaria o Cruzeiro, mais ninguém. Depois de sairmos houve uma abordagem do Flamengo, uma reunião, mas a palavra é uma coisa importante”, iniciou Diogo Dias, auxiliar de Leonardo Jardim.

Jardim no Cruzeiro. Foto: Fernando Moreno/AGIF

“Para ele (Jardim), mais que dinheiro, o caráter é algo intocável. Nesse sentido, ele manteve a palavra de que não treinaria outro time brasileiro. Ele também não queria tão cedo voltar a trabalhar aqui no Brasil”, completou Diogo.

Jardim no Cruzeiro

Leonardo Jardim comandou o Cruzeiro entre fevereiro e dezembro de 2025 e teve como principal resultado o terceiro lugar no Campeonato Brasileiro, recolocando o clube no G4 após 11 anos. No Mineiro e na Copa do Brasil, a equipe foi eliminada nas semifinais, enquanto na Sul-Americana caiu ainda na fase de grupos, com uso frequente de reservas.

Ao todo, foram 55 jogos oficiais, com 26 vitórias, 18 empates e 11 derrotas, alcançando 58,2% de aproveitamento. Mesmo com contrato até o fim de 2026, o treinador pediu demissão por motivos pessoais, voltou a Portugal e afirmou que não pretende trabalhar nos próximos meses. Tite assumiu a equipe em 2026.