O Corinthians interrompeu uma negociação que já estava encaminhada pelo departamento de futebol após intervenção direta do presidente Osmar Stábile. A decisão surpreendeu internamente, já que havia sinalização positiva para avançar no acordo, mas o desfecho mudou nos momentos finais.

Segundo apuração do jornalista Marco Bello, da TMC, o veto partiu exclusivamente da presidência. Stábile avaliou que o contexto da negociação ultrapassava o aspecto esportivo e poderia gerar desgaste institucional ao clube em um momento sensível fora de campo.
Nos bastidores, a leitura foi de que a operação criaria uma contradição jurídica. O Corinthians mantém uma ação em curso na CNRD contra o clube envolvido, e fechar um acordo simultâneo foi considerado incoerente pela cúpula alvinegra.
Avaliação institucional pesou mais que o aval do futebol
Mesmo com o departamento de futebol favorável à contratação, a presidência entendeu que o risco institucional não compensava. A preocupação central foi preservar a posição do clube em processos jurídicos ativos, evitando interpretações contraditórias.
Outro fator relevante foi o relacionamento conturbado entre o Corinthians e o estafe do jogador Kayky. Dirigentes avaliam que não há confiança suficiente para conduzir uma negociação que exigiria alinhamento total entre as partes.
O histórico recente pesou. Os representantes de Kayky também gerenciam a carreira de Furquim, nome que já causou ruídos nos bastidores do clube, ampliando o receio de novos problemas extracampo.
Decisão reforça postura cautelosa da atual gestão
Com isso, a negociação foi oficialmente descartada antes da formalização. A decisão reforça o peso da presidência nas grandes tratativas e indica uma linha mais conservadora na atual gestão corintiana.
Internamente, o Corinthians passa a priorizar negócios que ofereçam segurança esportiva, jurídica e institucional. A ordem é evitar riscos que extrapolem o campo, mesmo que isso custe oportunidades consideradas interessantes pelo futebol.