O Botafogo adotou uma preparação incomum para enfrentar o Nacional Potosí nesta quarta-feira (18), às 21h30 (horário de Brasília), pelo jogo de ida da segunda fase prévia da Copa Libertadores.

Sob orientação do técnico Martín Anselmi, o elenco treinou no Rio de Janeiro utilizando bolas de vôlei para simular o comportamento mais veloz da bola na altitude de mais de 4 mil metros da cidade boliviana. A informação é do jornalista Fábio Juppa no programa “Tá On”, do SporTV.
A iniciativa faz parte do planejamento do treinador, que tem histórico positivo em jogos em altitude. Antes de chegar ao Fogão, Anselmi trabalhou no Independiente del Valle e no Cruz Azul, acumulando experiência em condições semelhantes — especialmente no Equador, onde conquistou a Copa Sul-Americana e a Recopa Sul-Americana pelo time de Quito, localizado a 2.850 metros acima do nível do mar.
Botafogo treinou com bolas de vôlei para adaptação à velocidade na altitude de Potosí
O uso das bolas de vôlei busca reproduzir um dos principais desafios enfrentados em Potosí: o ar rarefeito reduz a resistência, fazendo com que a bola viaje mais rápido e com trajetórias menos previsíveis. A adaptação técnica e de tempo de reação é considerada fundamental para minimizar erros defensivos e melhorar a precisão nas finalizações.
A preparação ocorre em meio a um momento delicado do Alvinegro, que chega pressionado após cinco derrotas consecutivas na temporada. No último domingo (15), a equipe foi superada pelo Flamengo por 2 a 1 e acabou eliminada do Campeonato Carioca, aumentando a cobrança por uma resposta imediata na competição continental.
Preparação especial do Fogão para jogo na altitude pela Libertadores
Classificado para a Libertadores após terminar o Campeonato Brasileiro de 2025 na sexta colocação, o Botafogo aposta também em uma logística diferenciada. Parte da delegação chegou antecipadamente à Bolívia na última sexta-feira (13), enquanto o grupo principal treinou no CT Lonier antes de viajar para Sucre e seguir de carro até Potosí, buscando reduzir os efeitos da altitude.
Além do desafio esportivo, o cenário histórico e geográfico torna a missão ainda mais complexa. Potosí é uma das cidades mais altas do mundo com mais de 100 mil habitantes e possui importância histórica desde o período colonial, quando foi um dos maiores centros de extração de prata do planeta