O Botafogo continua na lista de clubes impedidos de registrar novos jogadores. O transfer ban aplicado pela FIFA segue ativo desde 31 de dezembro, em razão do não pagamento ao Atlanta United pela contratação de Thiago Almada.

A dívida gira em torno de US$ 21 milhões e mantém o clube alvinegro como o único da Série A do Campeonato Brasileiro atualmente sob punição internacional. Enquanto isso, reforços contratados seguem impossibilitados de atuar oficialmente.
Diante do cenário, John Textor, acionista majoritário da SAF, se reuniu com João Paulo Magalhães, presidente do Botafogo associativo, em busca de acalmar os bastidores e alinhar expectativas. Na conversa, o empresário norte-americano apresentou um novo prazo para regularização financeira, garantindo que um aporte está próximo de ser efetivado para reequilibrar as contas do clube.
Aporte prometido e novo modelo de gestão financeira
John Textor informou que R$ 150 milhões devem ser aportados no Botafogo até a próxima quinta-feira, dia 5. O valor viria de um novo grupo financeiro em formação, criado para assumir parte da gestão econômica do clube. Para evitar novos atrasos ou problemas operacionais, ficou definido que o BTG Pactual será responsável por gerenciar o fundo e acompanhar a destinação dos recursos.
A medida busca dar mais segurança institucional ao processo, especialmente após episódios anteriores em que aportes anunciados não chegaram a ser concretizados. Internamente, a promessa é tratada com cautela. A diretoria reconhece que a liberação do transfer ban depende exclusivamente da quitação integral da dívida junto ao clube norte-americano.
Histórico recente aumenta desconfiança nos bastidores
Esta não é a primeira vez que Textor estabelece um prazo público para a chegada de recursos. Em ocasiões anteriores, o empresário chegou a afirmar que valores haviam sido liberados pela Eagle Football, mas o dinheiro não entrou nos cofres do clube.
Agora, o discurso é de que a parte burocrática está em fase final e que a transferência ocorrerá de forma definitiva. Ainda assim, o ambiente segue de expectativa e vigilância.
Paralelamente, Textor trabalha para recomprar o controle do Botafogo da Eagle. O movimento ocorre em meio a tensões internas, já que a empresa atualmente é fortemente influenciada pela Ares Management, maior credora do grupo. Enquanto a situação financeira não é resolvida, o Botafogo seguirá disputando o Campeonato Brasileiro sem poder utilizar os reforços contratados no início da temporada, convivendo com uma limitação que afeta diretamente o planejamento esportivo.