Sem entrar em campo, o Botafogo saiu vencedor fora das quatro linhas ao assegurar 450 mil euros (R$ 2,8 milhões) com a transferência do goleiro Andrew Ventura para o Flamengo, concretizada pelo Gil Vicente por 1,5 milhão de euros (R$ 9,3 milhões).

ATLANTA, GEORGIA – JUNE 19: Martin Anselmi, Head Coach of FC Porto, reacts during the FIFA Club World Cup 2025 group A match between Internacional CF Miami and FC Porto at Mercedes-Benz Stadium on June 19, 2025 in Atlanta, Georgia. (Photo by Kevin C. Cox/Getty Images)
© Getty ImagesATLANTA, GEORGIA – JUNE 19: Martin Anselmi, Head Coach of FC Porto, reacts during the FIFA Club World Cup 2025 group A match between Internacional CF Miami and FC Porto at Mercedes-Benz Stadium on June 19, 2025 in Atlanta, Georgia. (Photo by Kevin C. Cox/Getty Images)

O montante corresponde a 30% dos direitos econômicos mantidos pelo clube alvinegro e será repassado integralmente ao Glorioso. A negociação foi concluída nos últimos dias entre portugueses e rubro-negros, sem participação direta do Botafogo, mas com impacto financeiro garantido.

A fatia contratual preservada assegurou o pagamento independentemente do formato do acordo final, evidenciando a estratégia do clube em proteger ativos no mercado.

Botafogo recebe boa grana

O ponto alto da operação está no detalhe que faz diferença: mesmo fora do elenco e sem vínculo esportivo ativo, o Botafogo colheu retorno imediato. A manutenção do percentual funcionou como um “gol silencioso”, convertendo uma negociação alheia em receita direta e segura para os cofres do clube.

Em análises internas, a avaliação é clara: não houve risco técnico e tampouco necessidade de exposição esportiva. Andrew Ventura esteve próximo de assinar um pré-contrato com o Botafogo em outro momento, mas as tratativas não avançaram após decisão dos representantes do atleta, que optaram por seguir outro caminho.

Flamengo se encaixou com a contratação

Para o Flamengo, a contratação se encaixa em um planejamento que mescla reposição imediata e projeção de médio prazo para a posição. Já o Gil Vicente encerra o ciclo do goleiro no futebol português com lucro, monetizando um ativo valorizado no mercado.