Mesmo com um elenco já recheado de jogadores de lado de campo, o Botafogo segue ativo no mercado em busca de mais pontas. A movimentação chama atenção, mas tem uma explicação clara dentro do planejamento esportivo do clube.

Segundo as últimas notícias, o time carioca avançou nas tratativas para contratar Lucas Villalba, do Nacional do Uruguai, e mantém conversas em andamento com o venezuelano Gleiker Mendoza, que atua no Kryvbas, da Ucrânia.
A lógica por trás dessas investidas está diretamente ligada ao perfil que a comissão técnica e o departamento de scout consideram prioritário para a próxima temporada. Segundo informações do Ge, a avaliação interna é de que o elenco ainda carece de atletas capazes de atacar espaços em velocidade, com força física para conduzir a bola em direção ao gol e agredir a última linha defensiva dos adversários.
Esse entendimento foi reforçado desde as primeiras reuniões de planejamento, quando John Textor destacou que a busca por jogadores rápidos deveria ser uma das bases da montagem do grupo.
Peças que encaixam
Villalba e Mendoza se encaixam exatamente nesse conceito. Ambos são jogadores que exploram a profundidade, têm intensidade nas arrancadas e mantêm boa capacidade de chegada ao fundo do campo.
O uruguaio atua prioritariamente pelo lado direito, mas também já foi utilizado como referência no ataque em algumas situações. Já o venezuelano costuma jogar aberto pela esquerda, sempre com características mais verticais e agressivas.
Mas e as opções do elenco do Glorioso?
Apesar de o Botafogo já contar com opções como Matheus Martins, Jeffinho, Nathan Fernandes e Jordan Barrera, a leitura interna é de que nem todos oferecem esse tipo específico de jogo de forma constante. Por isso, a diretoria entende que há espaço para reforços, especialmente pensando em uma temporada mais longa e exigente.
Até o momento, não existe indicação concreta de saídas imediatas entre os pontas que já fazem parte do elenco. Ainda assim, dentro do modelo de gestão da SAF, o clube adota uma postura aberta ao mercado. Poucos atletas são considerados inegociáveis e propostas consideradas vantajosas financeiramente podem provocar mudanças no grupo.