Pedro Daniel, CEO do Atlético-MG, revelou que o clube alcançou receita próxima de R$ 800 milhões em 2025. Durante participação em um podcast do Atlético-MG, no ge, o dirigente explicou o plano de aporte financeiro para acelerar o pagamento de dívidas ao longo deste ano.

CEO do Atlético. Fotos: Pedro Souza / Atlético
© PEDRO SOUZACEO do Atlético. Fotos: Pedro Souza / Atlético

O aporte é, basicamente, para atacá-la (dívidas). Assim, a gente paga menos juros e tem uma operação mais saudável. Estamos em uma discussão avançada em relação aos aportes para aliviar os juros. Ele é necessário para atingir o que queremos para o Galo.”, iniciou.

É possível continuar como está, mas talvez não seja a maneira mais eficiente e nem é o que queremos em médio prazo. Terá um aporte para investimento no futebol? Não, nós precisamos ajustar nossa estrutura para que o futebol cresça com o passar o tempo. A gente deixa de pagar juros para investir, no futuro, no futebol”, completou Pedeo Daniel.

Detalhes da receita

De acordo com o CEO, o Atlético encerrou o último ano com receita próxima de R$ 800 milhões, mas o avanço da inflação no futebol impactou o cenário financeiro do clube: “O clube cresceu muito em receita. Provavelmente vamos fechar o ano de 2025 próximos de R$ 800 milhões em faturamento.”

Apresentação de Pedro Daniel. Fotos: Pedro Souza / Atlético

“É uma empresa relevante, com faturamento elevado. O ponto é que houve um movimento inflacionário no futebol. Os salários ficam mais caros, o mercado ficou mais caro, então ficou mais caro também ser competitivo. Não necessariamente esse crescimento foi na proporção das receitas. Para eu continuar sendo competitivo, eu vou ter que arriscar um pouco mais.”, completou.

Investimentos nos últimos anos

Ele explicou que o Atlético ampliou de forma significativa os investimentos nos últimos cinco anos, figurando entre os três clubes que mais investiram no período para manter competitividade. No entanto, ressaltou que a mudança no cenário econômico, com a alta expressiva da taxa de juros em relação ao período pré-pandemia, passou a pressionar as finanças e os compromissos do clube.

Segundo o dirigente, o aporte financeiro surge justamente para ajudar a lidar com esse novo contexto. Ele reconheceu que a dívida aumentou, mas destacou que a receita também cresceu e demonstrou confiança de que, com o aporte e ajustes operacionais, o Atlético terá um horizonte positivo no médio prazo.