A disputa por Maycon ganhou novos contornos e esquentou o mercado da bola. O Atlético Mineiro entrou no páreo e tenta atravessar a negociação já avançada entre Corinthians e Shakhtar Donetsk, oferecendo ao volante um contrato mais longo e aumentando a tensão nos bastidores.

Maycon jogador do Corinthians lamenta durante partida contra o Vasco. Foto: Joisel Amaral/AGIF
© Joisel Amaral/AGIFMaycon jogador do Corinthians lamenta durante partida contra o Vasco. Foto: Joisel Amaral/AGIF

O movimento do Galo ocorreu após o Corinthians alinhar bases com o clube ucraniano para contratar Maycon em definitivo sem custos de transferência, mantendo o Shakhtar com 50% dos direitos federativos. O ponto sensível, no entanto, segue sendo o tempo de vínculo: os ucranianos exigem um contrato de três anos, enquanto o Timão tenta reduzir esse prazo.

O momento decisivo veio quando o Atlético-MG apresentou uma proposta nos mesmos termos financeiros, mas com um ano a mais de contrato, algo que agrada ao Shakhtar.

A investida mudou o cenário e colocou pressão direta sobre a diretoria corintiana, que agora corre contra o relógio para não perder um jogador considerado estratégico.

Corinthians está ciente do interesse do Atlético-MG

Segundo informações do ge.globo, confirmadas pelo Lance!, o Corinthians já está ciente do interesse mineiro. As tratativas são conduzidas por Marcelo Paz, novo executivo de futebol do Timão, que tem Maycon como prioridade após o volante encerrar a temporada em alta, sendo capitão na conquista da Copa do Brasil sob o comando de Dorival Júnior.

Apesar da concorrência, o desejo do jogador pesa. Maycon quer permanecer no Corinthians, onde atua desde 2022 em três períodos de empréstimo. O volante, porém, não aceita um acordo de curta duração e busca segurança contratual. Para o Timão, o atrativo é claro: a contratação definitiva não teria custo imediato.

Situação de Maycon é particular

Em comparação com outros casos recentes, a situação de Maycon é particular. Desde 2022, a Fifa permite que atletas vinculados a clubes de regiões afetadas pela guerra, como a Ucrânia, possam romper contratos de forma unilateral. Ainda assim, Corinthians e Shakhtar optaram por negociar de forma direta, mantendo relação institucional.