Nesta semana, Alexandre Mattos, diretor do Santos, conversou com a Rádio Transamérica, no programa Papo de Craque, apresentado por Benjamin Back. Em determinado momento, o dirigente santista disse que o clube paulista passa por um processo de reconstrução e que está trabalhando para o Peixe voltar a ser campeão. Além disso, traçou uma comparação com o Palmeiras da época de Paulo Nobre.
Dirigente trabalhou com Nobre no Palmeiras
Paulo Nobre, ex-presidente do Palmeiras, emprestou mais de R$ 100 milhões ao Verdão para aliviar a crise financeira e foi o responsável pela reconstrução do clube. Após brigar contra o rebaixamento em 2014, sendo salvo na última rodada pelo triunfo do Santos contra o Vitória, Nobre contratou Mattos em 2015.
Como participou da gestão do Palmeiras entre 2015 e 2019, Alexandre Mattos, participação na Transamérica, traçou um paralelo entre os dois clubes e disse que o cenário do Peixe é parecido com o que viu no Alviverde quando chegou.
“Hoje, torcedor do Santos sofre. Não é o que queremos. É uma vergonha pensar no Santos só brigando para ficar entre os 10 primeiros e tentando uma vaga para pré-Libertadores. E eu não estou sorrindo em nenhum momento porque a gente está tentando chegar em uma pré-Libertadores. Eu vou sorrir se um dia eu conseguir ganhar um título aqui”, disse o dirigente.
Benjamin respondeu e disse: “A chance disso acontecer é remota porque Palmeiras e Flamengo hoje estão mil anos luz à frente de todo mundo. O debate começou a esquentar com uma resposta de Mattos: “O Palmeiras de 2015 era quase o mesmo caos do SFC. Tinha algumas coisas piores e outras melhores. E o Palmeiras foi se preparando e chegou neste ponto”, disse o dirigente.
Benja interrompeu o diretor do Santos e foi enfático: “Veio em uma cara que salvou a pátria chamado Paulo Nobre que tratou o Palmeiras como fosse SAF sem ser SAF. Todo mérito do mundo para ele que profissionalizou o clube. O Santos não tem isso e só vai ter se Neymar e o pai comprarem o clube”, disse o apresentador.
Alexandre Mattos destacou que Paulo Nobre saiu muito criticado em 2014 quando o Verdão quase foi rebaixado no Brasileirão daquele ano: “Foram dois anos de sofrimento, Benja”, afirmou o diretor do Peixe.
Benja dá invertida
O debate foi esquentando e Benjamin Back perguntou se alguns jogadores do Peixe teriam vindo se não fosse o Neymar pai. Mattos disse que Cebolinha teria vindo mesmo se não fosse a influência de Neymar e o apresentador da Transamérica perdeu a paciência: “Ah, vai dormir”.
O diretor do Santos ainda disse que talvez o presidente Marcelo Teixeira teria pago o transferban referente à dívida com o Monaco por Jean Lucas se não fosse Neymar pai. Tudo isso para defender a atual gestão santista.
A comparação de Mattos entre a gestão de Marcelo Teixeira com a de Paulo Nobre no Palmeiras não se sustenta. Isso porque o ex-presidente do Verdão trabalhou para reduzir as dívidas do Palestra e Teixeira não faz isso no Alvinegro Praiano.

A dívida do Santos, segundo o parecer do Conselho Fiscal, já bate o valor de R$ 1,2 bilhão e o Alvinegro Praiano sofre com fluxo de caixa. Tanto é assim que o clube paulista tem o risco de levar um novo transferban por um débito com o Cuiabá.
Nesta semana, o time da Baixada Santista foi condenado pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF a pagar cerca de R$ 18,6 milhões ao Cuiabá referente a contratação de Joaquim. Mas como apurou o Bolavip Brasil, não existe previsão para o clube paulista fazer esse pagamento.
Caso não exista um acordo com o time mato-grossense, uma nova punição que impede registrar jogadores pode acontecer. A atual gestão do Peixe, mesmo assim, trouxe atletas caros, como Cebolinha, Arthur e Rodinei, comprovando o ponto de Benja na discussão com o dirigente santista.





