O Santos, na quinta-feira (8), empatou por 2 a 2 com o Flamengo, na Vila Belmiro, pela 29ª rodada do Brasileirão, em uma arbitragem muito polêmica de Anderson Daronco. O Rubro-Negro divulgou uma nota oficial reclamando das decisões do juiz de campo e do VAR, e os jogadores do Peixe também fizeram uma enorme pressão durante o jogo.
Clima quente na Vila Belmiro
O Flamengo abriu o placar aos 42 minutos do primeiro tempo com o zagueiro Danilo e os jogadores santistas reclamaram bastante de uma possível falta de Barreal na origem do lance. O árbitro Anderson Daronco deixou o jogo seguir de forma correta a meu ver.
Mas antes desse lance, o próprio time do Fla contestou o árbitro por não ter expulsado Barreal. O meia do Santos deu um carrinho forte e acertou a perna de Carrascal com as travas da chuteira. Daronco apenas deu amarelo e o VAR não sugeriu revisão do lance.
“A atuação de Anderson Daronco, árbitro de campo na partida entre Flamengo e Santos, e Rodolpho Toski Marques, responsável pelo VAR, foi marcada por erros graves, falta de critério e completa ausência de autoridade para conter a pressão exercida pelos jogadores do Santos ao longo do jogo”, diz um trecho do comunicado do clube carioca.
O Flamengo tem razão em uma coisa: o Peixe, na volta para o segundo tempo, voltou inflamado em campo e exercendo forte pressão na arbitragem. Especialmente com a entrada de Neymar na vaga de Coutinho. Não à toa, o camisa 10 santista levou cartão amarelo por reclamação logo no início da etapa final e teve um breve desentendimento com Paquetá na partida. Os ânimos estavam exaltados na Vila Belmiro.

No segundo tempo, além de Neymar, Rodinei e Christian Oliva receberam cartão amarelo. Na etapa inicial, Barreal, Gustavinho e Escobar já estavam amarelados. Cuca, em entrevista coletiva, admitiu que as duas equipes dificultam o trabalho da arbitragem.
“Não é fácil ser árbitro. Paciência com ele é curtíssima. Com quatro árbitro então… Não é só nós, são todas as equipes que tentam pressionar de alguma forma. Não para ter vantagem, mas por discordar de algumas situações que elas ocorrem. Estava falando com Daronco quando terminou e ele me falou isso também, e é verdade”, disse o técnico.
Mea-culpa do técnico evidencia que pressão passa dos limites
No segundo tempo, o Flamengo ainda reclama do pênalti marcado por mão na bola dentro da área do volante Jorginho e da expulsão. Além disso, o clube carioca contesta o pênalti assinalado em cima de Gabigol, que resultou no gol de empate do Peixe.
Isso porque o clube carioca argumenta que a falta que deu origem ao lance não existiu. Anderson Daronco demorou quase 10 minutos analisando a mão na bola de Jorginho e o árbitro merece críticas. A falta de Luiz Araújo em Gabigol também pode ser debatida.
Mas tanto os jogadores do Santos como do Flamengo passaram dos limites nas reclamações. O próprio técnico Cuca fez esse ‘mea-culpa’ na coletiva e disse que os times poderiam contribuir mais com a arbitragem. Mas pelos nervos à flor da pele pela disputa dos três pontos, essa pressão exacerbada acaba acontecendo.
Dá para dizer que o Peixe foi beneficiado no jogo de ontem em alguns lances, como em outras partidas do Brasileirão pode reclamar de interferência da arbitragem. O Rubro-Negro, a mesma coisa, e a nota oficial do time carioca é muito mais para fazer pressão para as 9 rodadas finais do que qualquer outra coisa.
Uma discussão mais ampla sobre arbitragem poucos times se dispõe a fazer. Neymar, por exemplo, passou praticamente jogo inteiro pressionando Daronco. Os árbitros precisam melhorar, mas ninguém ajuda. Santos e Flamengo saem com um empate e uma postura lamentável.





