O Internacional iniciou uma nova etapa da temporada com a chegada de Eduardo Baptista, e alguns números da trajetória do treinador ajudam a entender a escolha da direção colorada. Aos 54 anos, o técnico assume o clube em um momento decisivo e terá pela frente dez partidas para tentar afastar o time da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.
Eduardo Baptista construiu boa parte da carreira trabalhando em cenários nos quais os resultados precisam aparecer em curto espaço de tempo. O treinador passou por clubes de diferentes perfis e acumulou experiências em competições nacionais, chegando ao Inter justamente em uma situação que exige resposta imediata.
Um dos pontos que chama atenção em seu currículo é a quantidade de equipes pelas quais passou ao longo da carreira. O técnico comandou clubes como Sport, Fluminense, Ponte Preta, Coritiba, Vila Nova, Novorizontino e Criciúma, além de outras experiências no futebol brasileiro.
Passagem pelo Criciúma terminou com acordo com o Inter
Antes de assumir o Internacional, Eduardo Baptista estava no Criciúma. O trabalho no clube catarinense foi interrompido após o avanço das conversas com o Colorado, que aceitou pagar R$ 300 mil para viabilizar a saída do treinador.
O vínculo de Eduardo Baptista com o Inter será válido somente até dezembro. O contrato não possui cláusula de renovação automática para 2027, enquanto o treinador terá uma bonificação caso consiga evitar o rebaixamento do Colorado.
Outro aspecto da carreira de Eduardo Baptista é a experiência em equipes que precisavam disputar competições nacionais sob pressão por resultados. O treinador já trabalhou tanto em clubes que brigavam por objetivos na parte superior das tabelas quanto em projetos que exigiam reação durante a temporada.
Essa característica passa a ser importante no contexto do Internacional. O clube ocupa atualmente a 18ª colocação, com 28 pontos, e precisa reagir nas dez partidas restantes do Brasileirão para mudar sua situação na tabela.

Primeiro desafio será contra o Corinthians
Eduardo Baptista já começou a trabalhar com o elenco no CT Parque Gigante. O treinador comandou sua primeira atividade na quarta-feira e terá aproximadamente duas semanas para preparar a equipe antes da estreia oficial.
O primeiro compromisso será contra o Corinthians, no dia 7 de outubro, no Beira-Rio. O período sem partidas será utilizado para que a nova comissão técnica conheça melhor os jogadores e implemente os primeiros conceitos de trabalho.
Eduardo Baptista chegou ao Inter acompanhado do auxiliar Julio Cesar Schiavon e do analista de desempenho Lucas Brito Sousa. Os dois profissionais já trabalharam com o treinador anteriormente, inclusive no Novorizontino e no Criciúma.
O clube também efetivou Guilherme da Costa como preparador físico até dezembro. Ele estava no Internacional desde junho, como coordenador de performance, e já havia assumido interinamente a função depois da saída de Paulo Pezzolano.
Inter precisa transformar experiência em resultado
Os números da carreira ajudam a contextualizar a escolha do Internacional, mas o principal desafio de Eduardo Baptista será transformar sua experiência em resultados dentro de campo. O treinador terá dez rodadas para trabalhar uma equipe que chega pressionada pela posição na tabela.
A primeira oportunidade será diante do Corinthians. Até lá, Eduardo terá um período importante para avaliar o elenco, ajustar a parte física e trabalhar conceitos de posse, transição e organização, alguns dos elementos já utilizados no primeiro treinamento no CT Parque Gigante.
O cenário também explica a estrutura do contrato. Como o vínculo vai somente até dezembro e não prevê renovação automática, a continuidade em 2027 será discutida posteriormente. Antes disso, o objetivo imediato está definido: manter o Internacional na Série A.





