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Aguirre ganha força no Inter com Eduardo Baptista e vira solução contra o Corinthians, pelo Campeonato Brasileiro

Novo treinador do Inter enxerga características ofensivas no argentino e pode transformá-lo em peça importante pelo lado direito.

Braian Aguirre atuando pelo Inter - Foto: Pedro H. Tesch/Getty Images
© Getty ImagesBraian Aguirre atuando pelo Inter - Foto: Pedro H. Tesch/Getty Images

A chegada de Eduardo Baptista ao Internacional começa a provocar mudanças que vão além da escolha dos titulares. Um dos jogadores que pode ganhar protagonismo no novo trabalho é Braian Aguirre, que aparece com força na disputa por uma vaga pelo lado direito justamente por reunir características que combinam com o modelo preferido do treinador.

A tendência é que Eduardo mantenha a estrutura com três zagueiros, mas utilize os alas de maneira mais agressiva. Nesse cenário, Aguirre surge como uma alternativa importante porque o treinador valoriza jogadores capazes de percorrer o corredor, participar da construção ofensiva e chegar ao ataque. A ideia é que ele tenha liberdade para atacar sem deixar o setor completamente exposto.

Uma função que pode favorecer o argentino

No modelo de Eduardo Baptista, Aguirre pode atuar como ala pela direita e formar uma dobradinha com Vitinho. A aproximação entre os dois é vista como uma possibilidade para aumentar a força ofensiva do setor, já que o atacante pode ocupar espaços mais por dentro enquanto o argentino oferece amplitude.

Essa configuração também ajuda a explicar por que Aguirre pode ganhar espaço neste momento. Diferentemente de uma função mais presa à marcação, o papel de ala permite que ele explore uma das características que mais interessam ao treinador: a capacidade de avançar, cruzar e chegar próximo da área adversária.

Eduardo não pretende simplesmente colocar cinco jogadores atrás quando o Inter estiver sem a bola e cinco na frente quando estiver atacando. O objetivo é que os jogadores mudem de comportamento de acordo com a fase da partida. Aguirre, nesse sentido, pode ser um dos responsáveis por fazer essa transição funcionar pelo lado direito.

Vitinho pode ser o parceiro ideal

A possível parceria com Vitinho também é importante para entender a ascensão do argentino. Com o atacante atuando mais próximo do meio e dos jogadores de frente, Aguirre teria espaço para avançar pelo corredor e receber em condições melhores para cruzar ou atacar a última linha.

A ideia é semelhante ao que Eduardo pretende fazer com Bernabei pelo lado esquerdo. O treinador entende que o argentino pode render mais quando tem campo para atacar. No lado direito, Aguirre pode exercer função parecida, com a diferença de que a presença de Vitinho tende a criar outra dinâmica ofensiva.

Bruno Gomes também pode ajudar nesse equilíbrio. O jogador pode fechar como terceiro zagueiro ou atuar de maneira híbrida pelo setor, permitindo que Aguirre tenha mais liberdade para avançar. É justamente essa possibilidade de alternar entre linha de três e linha de cinco que pode tornar o sistema de Eduardo mais interessante.

Uma semana para mostrar que pode ser titular

O momento também favorece Aguirre porque Eduardo terá uma semana decisiva para testar suas ideias. O Inter enfrenta o Corinthians na quarta-feira, no Beira-Rio, e depois encara o Grêmio, na Arena, em dois jogos que podem ter peso enorme na luta contra o rebaixamento.

A tendência é que Aguirre esteja entre os jogadores observados de perto pelo treinador durante os treinamentos que antecedem a estreia. Se conseguir responder bem à nova função, pode transformar uma oportunidade em uma sequência entre os titulares.

A ascensão do argentino, portanto, não acontece apenas por uma questão de preferência do treinador. Ela está diretamente ligada ao modelo que Eduardo pretende implementar. Um Inter com três zagueiros, dois alas agressivos, dois volantes e jogadores mais próximos do centroavante precisa de atletas capazes de interpretar diferentes momentos do jogo.

A grande questão agora é saber se ele conseguirá transformar essa oportunidade em desempenho. Eduardo Baptista encontrou um elenco pressionado, com pouco tempo para reagir e uma necessidade urgente de melhorar ofensivamente. Se Aguirre conseguir dar profundidade, qualidade nos cruzamentos e intensidade pelo lado direito, poderá deixar de ser apenas uma alternativa e se tornar uma peça importante na tentativa do Inter de escapar do rebaixamento.

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