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Bap projeta queda no nível do futebol brasileiro sem as Bets: “Vai afetar muito”

Durante entrevista ao canal oficial do clube, a Flamengo TV, o presidente desabafou sobre os impactos diante desse cenário

Bap presidente do Flamengo durante coletiva antes da partida contra o Sao Paulo no estadio Maracana pelo campeonato Brasileiro A 2026.
© Foto: Jorge Rodrigues/AGIFBap presidente do Flamengo durante coletiva antes da partida contra o Sao Paulo no estadio Maracana pelo campeonato Brasileiro A 2026.

Luiz Eduardo Baptista, presidente do Flamengo, se posicionou sobre a suspensão da atividade de casas de apostas, as bets, no Brasil. Durante entrevista na Flamengo TV realizada na noite desta segunda-feira (29), o mandatário manifestou sua preocupação.

Bap destacou o impacto negativo direto da medida no planejamento do clube para a próxima temporada e afirmou que a decisão diminuirá a arrecadação do mercado esportivo no país. Com isso, haverá uma queda no nível do esporte.

“Vai afetar muito! Você pode ter certeza de que os elencos do futebol no Brasil não terão os grandes jogadores que vocês estão vendo hoje. O pessoal da Argentina está felicíssimo, comemorando. O Brasil vai cair de nível no futebol.”

Vai impactar na evolução?

O mandatário ainda apontou que pode enfrentar dificuldades para lidar com as dívidas do clube. “Como eu vou pagar o Paquetá em janeiro? Eu assumi um compromisso importante para o Flamengo. Tudo que o Flamengo faz é dentro da lei. Mas essa medida compromete as receitas no futuro. Afeta a folha do futebol, as contratações que nós fizemos. Afeta os esportes olímpicos, renúncia fiscal”.

“Espero sinceramente que, a partir da semana que vem, isso seja revisitado, ou pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Congresso Nacional, que têm todas as ferramentas e as possibilidades de rejeitar essa Medida Provisória”.

Queda financeira drástica

O presidente rubro-negro destacou que essa decisão causa uma forte apreensão sobre a estabilidade dos contratos e das futuras receitas. Desta forma, existe uma estimativa de que o clube deixará de receber cerca de R$ 400 milhões.

“Quando se trata de regulação, é tudo exaustivo. A tecnologia mostra que o que parece ótimo hoje, amanhã não é tão bom. Tem que ter ajustes. Agora, banimento unilateral, da forma que foi, no momento que foi, é difícil de entender (…). E causa uma apreensão enorme sobre os contratos”.

Futuro incerto?

Bap também disse que a restrição afeta diretamente compromissos financeiros que a instituição assumiu, apontando o planejamento para a manutenção de alguns atletas do grupo. “Nós vamos deixar de contratar reforços e contratar advogados”.

“Nós não temos condições, hoje, de honrar os compromissos que nós assumimos baseados em contratos legais. Eu não tenho condição. Vamos buscar alternativas, novos patrocinadores, mas os valores serão muito abaixo dos atuais”.

“Vai haver um enfraquecimento ainda maior no futebol brasileiro e um fortalecimento do futebol argentino. Você não vai reduzir o endividamento do brasileiro médio com essa decisão. Tenha certeza absoluta disso”.

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