A partida do Flamengo ontem (15) foi constrangedora. O time não chutou ao gol durante mais de 90 minutos e sofreu pressão do Estudiantes. Não foi um massacre dos argentinos, mas a equipe rubro-negra deixou muito a desejar.
Neste texto, eu vou focar um pouco na estratégia de Leonardo Jardim, que não deu certo. Não serei engenheiro de obra pronta para dizer que as escolhas dos jogadores foram erradas.
Estratégias de Jardim
Na teoria, fazia sentido colocar o Bruno Henrique no lugar do Pedro. Até porque, o camisa 27 vem atuando bem na Libertadores, é mais rápido do que o centroavante e poderia incomodar a zaga dos argentinos.

Mas nada disso aconteceu. Bruno ficou encaixotado e não conseguia gerar jogo. O grande problema aqui é que Jardim vem demorando demais para mexer no segundo tempo.
Ele já não faz qualquer alteração no intervalo, algo que eu vejo como uma teimosia. Se o grupo não fez nada de bom no primeiro tempo e ele tem opções no banco, nada melhor do que mudar a abordagem.
Faltando pouco mais de 20 minutos para o confronto acabar, ele mudou a formação, mas não tinha muito tempo para fazer algo. Assim, o Flamengo continuou levando pressão e perdendo muitos duelos físicos.
Léo Ortiz, por exemplo, fez uma péssima partida e parecia nervoso. Errou vários lances aéreos e passes que ele sempre acerta. Dava a impressão de ser um zagueiro assustado com o ambiente.
O curioso é que o clube carioca – em menos de um ano – enfrentou cinco vezes o Estudiantes e já era para estar acostumado com o tipo de jogo deles. Até por isso a Nação ficou bem irritada com o desempenho.
A pressão agora está com o Fla
Leonardo Jardim e todo o plantel do Fla precisam dar uma resposta imediata após essa apresentação bem ruim na Argentina. Agora, a equipe foca no Bahia para depois se concentrar na decisão contra os rivais.
O Mengão tem um elenco muito bom e cheio de opções; com isso, tem a obrigação de fazer boas exibições quase todas as vezes. A atuação de ontem (15) precisa ser uma exceção à regra.





