"Vai acreditar na palavra de um branco com ficha criminal em vez de na de um negro sem ficha criminal?". A frase dita em "Dahmer: Um Canibal Americano", série de true crime protagonizada por Evan Peters, escancara o privilégio branco e descaso das autoridades no caso do serial killer.

Entre 1978 e 1991, Jeffrey Dahmer matou 17 homens e garotos, sobretudo da comunidade negra e LGBTQIA+. Os policiais, no entanto, tiveram a oportunidade de parar o assassino em diversas ocasiões. Conforme relatado na obra, o criminoso foi abordado após tirar a vida de uma pessoa pela primeira vez. 

O canibal desmembrou a vítima, colocou em um saco de lixo e saiu de carro com o corpo. Ainda assim, Dahmer não levantou suspeitas e acabou sendo liberado. Em outra situação, o americano chegou a ser acusado de molestar um menino de 13 anos, mas recebeu uma segunda chance do juiz e foi condenado a regime semiaberto. 

Em mais um momento retratado na obra de Ryan Murphy, a polícia encontrou Konerak Sinthasomphone, de 14 anos, nu e sangrando na rua. Contudo, Jeffrey disse que o adolescente seria seu namorado. A vizinha do serial killer, inclusive, tentou alertar sobre a idade do garoto, porém as autoridades o devolveram para Dahmer (para ser morto). 

Evan Peters no melhor papel da carreira

Não é fácil escolher o melhor papel da carreira de Evan Peters, especialmente com tantos personagens icônicos do artista em "American Horror Story", além do detetive Colin Zabel de "Mare of Easttown", que garantiu ao astro o prêmio de melhor ator coadjuvante em série limitada ou filme para TV no Emmy 2021.

Embora interprete vilões com maestria, Evan agora entrega uma atuação sobre uma pessoa que realmente existiu e explora cada manifestação cruel de Jeffrey, o que soa como um soco no estômago. As expectativas são superadas, mesmo que se trate de alguém naturalmente irretocável como Peters. 

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