No último sábado (11), a dupla Maiara & Maraisa ficou proibida, por decisão da Justiça, de utilizar a marca "As Patroas", projeto que tinha com Marília Mendonça. A decisão ocorreu depois que a cantora baiana Daisy Soares processou as artistas e o WorkShow, escritório responsável pela dupla. Soares conseguiu o direito total da marca, onde tem registro ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) desde 2017.

A cantora decidiu se pronunciar sobre o processo, em entrevista ao jornalista Lucas Pasin, do Splash. Segundo Daisy, ela não tinha intenção de brigar na justiça e chegou, inclusive, a conversar com Marília Mendonça dias antes do acidente, em novembro de 2021. “Foi uma conversa muito agradável. Marília foi maravilhosa e estava disposta a conversar, mostrou empatia”, disse. Após a morte da cantora, porém, nenhuma conversa resolveu o problema.

Daisy explicou que recebeu propostas das artistas e do WorkShow. Dessa forma, ela aceitaria passar a marca 'As Patroas' para o trio e fazer um "apadrinhamento" artístico. Contudo, a cantora explicou que não estava colocando a marca à venda, algo que, segundo ela, foi uma construção de longos anos.

“Eu ia ficar sem nada? É uma conversa delicada e muitas dúvidas surgiram na minha cabeça. Não cheguei a comentar nem com a minha família sobre. Depois tentamos outras conversas e não tivemos nada oficial sobre."

Ela também conta que, inicalmente, a WorkShow teria informado à cantora que só usariam o nome para uma festa. “Avisei que, mesmo sendo o nome de uma festa, ele estava tentando usar o mesmo código do meu registro. Não adiantou”, explicou. 

“Ingênua, achei que ele poderia mudar o código e seguir só com a festa, mas o projeto ‘As Patroas’, com elas, foi só crescendo. Tive medo e fiquei sem saber ao certo como agir. Somos pequenos aqui, e eles são gigantes."

Ataques nas redes sociais

Os fãs das cantoras não ficaram nada contentes com a notícia de que Maiara & Maraisa não poderiam mais usar "As Patroas". Muitas pessoas estão atacando Daisy e sua banda nas redes sociais. Segundo ela, lamenta a situação e só está defendendo o seu trabalho:

“Não sigam com ameaças, violência, frases pesadas. Não é legal. Estou sendo penalizada com toda essa história, e massacrada nas redes. Não tenho nenhum problema com as meninas. O que eu tenho é o registro da minha marca, que é meu por direito, e trabalho com ela há 9 anos. Estou apenas defendendo o meu produto."