Abel Braga deve permanecer no Internacional em 2027, independentemente de quem vença a eleição presidencial do clube. Segundo apuração do Bolavip Brasil, a tendência é que o ídolo colorado, hoje responsável pelo elo entre os gabinetes e o vestiário, siga no departamento de futebol, mesmo com a continuidade dele devendo ser debatida pela próxima gestão.
Contratos que vencem no fim do ano
Enquanto tenta evitar o rebaixamento e vive a disputa eleitoral, o Inter já vê a próxima gestão diante de uma série de definições no futebol. O Colorado é o 17º colocado do Brasileirão, com 32 pontos, e volta a campo no sábado (24), às 16h30, contra o Botafogo, no Beira-Rio. Eduardo Baptista, Abel Braga, Fabinho Soldado e nove jogadores têm contrato apenas até o fim do ano.
José Amarante, Leonardo Aquino e Roberto Melo são os nomes que lutam para suceder Alessandro Barcellos no triênio 2027-29. Os três buscam formas de enfrentar a delicada situação financeira do clube e já traçam o planejamento da próxima temporada, com o futebol entre as áreas que exigem atenção imediata de quem assumir.
O departamento de futebol merece cuidado especial. A nova direção precisará definir a permanência do trio que lidera a pasta, formado por Baptista, Abel e Fabinho, e também avaliar se mantém nove atletas com vínculo até dezembro: Rochet, Mercado, Félix Torres, Villagra, Ronaldo, Thiago Maia, Bruno Henrique, Kayky e Alerrandro.

Abel agrada aos dois lados
A aposta na permanência de Abel tem um histórico por trás. Barcellos anunciou em 12 de dezembro de 2025 que o treinador seguiria no clube como dirigente, depois de o Inter evitar a queda para a Série B. Na eleição anterior, a chapa de Roberto Melo, então na oposição, já havia apresentado Abel como futuro diretor de futebol, dois dias antes da votação de dezembro de 2023.
Hoje, Abelão faz o elo entre os gabinetes e o vestiário, e a continuidade dele será debatida pela próxima gestão. A tendência apontada na apuração é que o ídolo siga no ano que vem, seja quem for o presidente eleito, o que dá previsibilidade a um departamento que terá várias peças em aberto nas próximas semanas.
As situações do treinador e do diretor executivo são distintas. Eduardo Baptista assinou contrato por dez jogos, e a permanência dele em 2027 dependerá do desempenho no fim do Brasileirão e da avaliação da futura direção. Já Fabinho, responsável pela condução do futebol, terá o trabalho na montagem do elenco e nas movimentações de mercado analisado antes de qualquer decisão.
O elenco e o limite de estrangeiros
Em campo, a direção analisará se vale a pena manter alguns dos jogadores. Rochet tinha uma cláusula que renovaria o contrato automaticamente caso disputasse 60% das partidas. O goleiro voltou a frequentar o departamento médico e ficou longe da marca necessária, o que pesa contra uma renovação.
Outro fator contra o goleiro é o limite de estrangeiros. Atualmente, o Inter tem nove, além dos garotos ganeses Denis Marfo e Benjamin. A partir de 2027, só poderão ser relacionados oito estrangeiros por partida em competições nacionais, regra que também pesa nas situações de Mercado, Félix Torres e Villagra.
Villagra, porém, tem uma cláusula diferente das dos demais: se alcançar 2.800 minutos em campo durante a temporada, o Inter será obrigado a comprá-lo. O volante argentino é emprestado pelo CSKA Moscou, e a meta de minutos define se o clube terá o jogador em 2027 sem precisar decidir sobre uma renovação.
A eleição e os transfer bans
Além das questões esportivas, a futura direção precisará resolver dois transfer bans já existentes e lidar com a possibilidade de novas punições, o que impede o clube de registrar reforços. Levantamento apresentado ao Conselho Deliberativo em 28 de setembro apontou que o Inter pode receber mais cinco punições da Fifa por dívidas com clubes do exterior.
O primeiro turno, que abrange apenas os conselheiros, ocorrerá em 9 de novembro. Caso ninguém atinja os 85% dos votos, os dois candidatos mais votados disputarão o segundo turno em 12 de dezembro, dez dias após o término do Brasileirão, com participação dos associados. Até lá, Abel segue como o nome mais estável do futebol colorado.





