Nesta sexta-feira (14), um estudo sul-africano divulgou que pessoas não vacinadas e infectadas com a variante ômicron podem estar menos passíveis a contraírem estados graves da doença, hospitalizações e mortes. O estudo levou em consideração a comparação com outras variantes detectadas anteriormente na pandemia de Covid-19

Realizado pelo Instituto Nacional de Doenças Comunicáveis (NICD, na sigla em inglês) na região do Cabo Ocidental, a pesquisa comparou em torno de 11.600 pacientes das três primeiras ondas de Covid-19 com cerca de 5.100 pessoas da onda gerada pela ômicron, começada no mês de novembro. O estudo ainda não chegou a ser revisado por outras instituições. 

"Na onda gerada pela ômicron, casos graves de covid-19 foram reduzidos em grande parte por conta da proteção conferida por infecções anteriores e/ou vacinação, mas a virulência intrinsecamente reduzida pode representar aproximadamente 25% das chances reduzidas de hospitalização grave ou morte em comparação com a delta", informou o estudo. 

De forma geral, a ômicron tem a tendência de provocar quadros menos graves e, consequentemente, um número menor de hospitalizações e mortes do que outras variantes. Porém, os cientistas buscam descobrir se isso estaria baseado pelas altas taxas de imunidade induzidas pela vacinação, às infecções passadas ou, na verdade, se a ômicon é menos prejudicial.