A varíola dos macacos tem causado pânico em diversos países. No Brasil, o “trauma” causado pela Covid-19 ainda é muito recente e muitos temem uma nova pandemia. Em pouco mais de dois anos, mais de 600 mil brasileiros morreram pelo vírus. Na última sexta-feira (29), o país registou sua primeira vítima pela doença que vem se espalhando por todo o planeta.

O paciente, um homem de 41 anos, estava internado no Hospital Eduardo de Menezes, em BH. A varíola dos macacos é transmitida por contato próximo com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados. Marcelo Otsuka, vice-presidente do Departamento de Infectologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), falou sobre o tema.

Em contato com o ‘Estadão’, o especialista salientou que alguns grupos de risco devem ficar atentos: “Aqueles pacientes imunossuprimidos que têm déficit imunológico, ou seja, pessoas com aids, com câncer, que fazem quimioterapia ou que tenham uma imunodeficiência desde o nascimento, estão mais suscetíveis a apresentarem casos graves da doença”, disse.

O Brasil teve, em apenas uma semana, um aumento de crescimento de 65% nas notificações de varíola dos macacos. Além dos imunossuprimidos, crianças, idosos e gestantes também são considerados grupos mais vulneráveis. A doença geralmente se resolve sozinha e os sintomas duram de 2 a 4 semanas. Ela é bem menos letal que a varíola humana, erradicada em 1980.