O Centro de Operações de Emergência (COE Monkeypox), coordenado pelo Ministério da Saúde com a participação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), determinou que a varíola dos macacos se trata de uma emergência nacional.

Os níveis variam de 1 a 3, com o 3 sendo estabelecido em um cenário de "excepcional gravidade", admitindo a possibilidade de a situação se transformar em uma Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin). O texto, de 31 páginas, trazido pelo COE, divulga informações sobre isolamento de casos suspeitos, identificação de sintomas, realização de campanhas de conscientização, testagem, etc.

"Nível III: ameaça de relevância nacional com impacto sobre diferentes esferas de gestão do SUS, exigindo uma ampla resposta governamental. Este evento constitui uma situação de excepcional gravidade, podendo culminar na Declaração de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional- ESPIN", diz o texto, que ainda expõe a dificuldade do SUS de obter insumos para combater o vírus.

"O SUS vem envidando esforços para aquisição desses insumos para a população brasileira, mas cabe destacar que, no momento, não há disponibilidade no mercado internacional de vacinas ou medicamentos para tratamento para aquisição pelo Brasil", diz o documento. Vale lembrar que, segundo informações do portal IG Saúde,  o Brasil registrou 2.293 novos casos da doença apenas ontem, segunda-feira (8).