O Brasil é o segundo país do mundo que mais realiza transplantes, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. De acordo com dados do Ministério da Saúde, somente 2021, foram realizados cerca de 23,5 mil procedimentos. A pasta lançou, nessa segunda-feira (27), a Campanha Nacional de Incentivo à Doação de Órgãos e Tecidos. Atualmente, 53.218 brasileiros estão na fila para realização de transplantes.

A campanha tem o objetivo de promover a conscientização sobre a importância dos transplantes e a data escolhida para o lançamento foi o Dia Nacional da Doação de Órgãos (27). A campanha será veiculada em TV, rádio, mídia exterior em lugares de grande circulação de pessoas, em portais online, além de redes sociais. O material também mostra a importância de conversar e manifestar o desejo da doação para os familiares, que serão os responsáveis por essa decisão.

Levantamento do Ministério aponta que, dos 23,5 mil transplantes realizados ano passado, cerca de 4,8 mil foram de rim e 2 mil de fígado. Além desses, foram feitos 334 transplantes de coração e 84 de pulmão, entre outros. O país tem mais de 600 hospitais de transplantes autorizados. No Brasil, a doação de órgãos e tecidos acontece somente após a autorização familiar. De acordo com uma pesquisa conduzida pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a recusa do familiar é o principal motivo para a demora na doação de órgãos no Brasil. 

Atualmente, mais de 59 mil pessoas estão na fila esperando por um órgão. Somente em 2022, mais de 45% das famílias não concordaram com a doação. Os órgãos doados são destinados a pacientes que estão aguardando em uma lista de espera única. Cada estado ou região organiza o seu sistema de filas, monitorado pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT). Através do Sistema Único de Saúde (SUS), os pacientes recebem assistência integral e gratuita, incluindo exames preparatórios, cirurgia, acompanhamento e medicamentos pós-transplante, pela rede pública de saúde.