“Terror” dos jovens e adultos na década de 90, o vírus do HIV e a Aids foram considerados uma grande ameaça em todo o mundo. Sem muitas informações ou qualquer indício de cura, a doença foi se espalhando cada vez mais, deixando os infectados mais magros, além de uma aparência mais “fraca” e diversos outros sintomas. Hoje, já temos muitas outras informações.

O ‘VivaBem UOL’, aliás, procurou alguns especialistas para comentar sobre o tema. O infectologista Celso Granato, diretor clínico do Grupo Fleury e professor adjunto da Unifesp, que disse: “A infecção aguda se manifesta depois de 15 dias do contato com o vírus, entre 2 e 4 semanas. Nessa hora, pode não surgir sintoma nenhum — até dois terços das pessoas podem não tê-los”.

Em muitos casos, os primeiros sintomas lembram bastante uma virose: febre, dor de garganta, gânglios aumentados pelo corpo, diarreia, dor de cabeça e manchas na pele. Após as primeiras manifestações, o vírus pode “sumir” por um tempo, mas seguindo ativo no sistema imunológico. Por isso, diversas pessoas com HIV não apresentam sinais por 10 anos ou mais.

“Ele continua se multiplicando de forma lenta, sem causar sintomas, mas comprometendo o sistema imune a longo prazo”, explicou o infectologista Jaime Araújo, gerente de atenção à saúde do Huac-UFCG (Hospital Universitário Alcides Carneiro da Universidade Federal de Campina Grande), que faz parte da rede Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares).