Cientistas do Reino Unido fizeram um estudo importante para os pacientes diagnosticados com câncer de intestino. O levantamento apontou que a realização da quimioterapia antes da cirurgia para a retirada do tumor pode reduzir em cerca de 28% a chance do paciente voltar a ser diagnosticado com a doença.

O estudo, que foi feito por cientistas das universidade de Birmingham e de Leeds, foi publicado na segunda quinzena de janeiro no Journal of Clinical Oncology. O relatório destaca que esse tipo de tratamento dificulta a possibilidade da doença retornar nos dois anos seguintes. A abordagem padrão adotada é a de cirurgia seguida por quimioterapia.

O estudo analisou dados de 1.053 pacientes com câncer de intestino de 85 hospitais no Reino Unido, Dinamarca e Suécia. Os participantes foram divididos em dois grupos. O primeiro, com 699 pessoas, foi submetido a seis semanas de quimioterapia antes de realizar a cirurgia, seguida por mais 18 semanas de quimioterapia. O segundo grupo, por sua vez, teve o tratamento padrão para o câncer de intestino, com a cirurgia seguida por 24 semanas de quimioterapia.

Vale lembrar que o tumor de pacientes com essa doença se desenvolve no intestino grosso, chamado também de câncer do cólon e do reto. Se trata de uma doença que pode ser prevenida, pois quase sempre se desenvolve a partir de pólipos, que são lesões benignas que crescem na parede do intestino. Quando o pólipo é retirado, evita-se que ele se transforme em câncer.