Recentemente, Maria Lina, influenciadora digital, fez lipoaspiração nas costas, reaplicação da gordura no bumbum e troca das próteses de silicone nas mamas. Em seu perfil oficial do Instagram, que conta com três milhões de seguidores, a famosa acabou se queixando de algumas dificuldades que vem enfrentando durante o processo de recuperação.

Segundo as informações do cirurgião plástico Wendell Uguetto, do Hospital Albert Einstein, de São Paulo, à IstoÉ, a lipoaspiração "é um procedimento definidor de contorno e não emagrecedor”. Vale ressaltar que, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, é recomendado que o paciente retire, no máximo, de 5% a 7% do peso corpóreo ideal do procedimento.

“O que acontece é que as pessoas querem ir para a lipoaspiração e saírem 'secas', sem nenhum tipo de gordura (muitas vezes cobrando isto de seu médico). Alguns cirurgiões acabam passando desse limite de segurança, sendo que um dos problemas da lipo é o sangramento: a cada litro de gordura vai vir também uma quantidade de sangue. Ao passar deste limite, há um maior sangramento e, então, o paciente desenvolve uma anemia (baixa hemoglobina). É o que pode ter ocorrido neste caso, pois os sintomas descritos (fraqueza, taquicardia, vai levantar e desmaia) estão relacionados à hemoglobina baixa”, completou o médico.

Outro ponto importante para se atentar, segundo explicou o especialista, é que o processo inflamatório da lipoaspiração pode fazer com que o paciente desenvolva um edema, que acumula água e faz com que ocorra uma anemia relativa porque o líquido fica mais diluído. “Outra possibilidade é que o paciente seja mais sensível à medicação para a dor. Além disso, a anestesia ainda pode causar cefaléia (dor de cabeça) e náuseas no pós-operatório”, conclui Wendell.