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Bruno Henrique e Lucas Lima na berlinda no Palmeiras;

Futebol Palmeiras

Bruno Henrique apático e Lucas Lima "caranguejo" que se cuidem, porque tem gente batendo à porta no Palmeiras

Em duas partidas pós-pandemia, Alviverde deixa claro que muito passe de lado não tem surte efeito e coloca ainda mais os meio-campistas à prova. Em meio ao mata-mata do Paulistão, Vanderlei terá que encontrar o padrão ideal no círculo central, pensando até nas competições futuras dentro do planejamento

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Bruno Henrique e Lucas Lima na berlinda no Palmeiras;

Bruno Henrique e Lucas Lima na berlinda no Palmeiras; "Profexô" também

Vanderlei Luxemburgo parece querer testar os nervos palestrinos, além de querer ver como funcionam as peças do elenco que, em duas partidas na retomada do Paulistão, inspirou ansiedades e dúvidas. Se na derrota no Derby o Palmeiras apostou em um centroavante e nenhum meia ofensivo, já que Zé Rafael aos olhos do técnico deve ser alguém preocupado com o campo defensivo e ficou notável a falta de aptidão do camisa 8 em ser esse armador, a vitória contra o Água Santa, Luxa apareceu com dois meias e nenhum centroavante, pois é de conhecimento de todos que Willian não é pivô.

Não se sabe o que se passou na cabeça do Profexô para arriscar entrar com Raphael Veiga e Lucas Lima, mas se soube por meio do experimento que os dois não levam jeito para fazer uma função essencial para tornar em gol os altos números de toque e posse de bola que o Alviverde apresenta.

A falta de alguém que chame a responsabilidade em ativar o poder de fogo palestrino faz o time buscar por alternativas que nem sempre são viáveis, como é o caso dos lançamentos de Felipe Melo. O novo zagueiro tem acertado muitas "ligações diretas", como por exemplo o passe primoroso que deu para Marcos Rocha cruzar na área e Ramires empatar, no entanto, esse tipo de jogada se repete desnecessariamente, o que torna visível a ineficiência dos meias de ligação.

Talvez Luxemburgo esteja aproveitando as qualidades de volante do agora zagueiro Melo, mas o fato é que nos últimos dois jogos até Patrick de Paula chamou mais atenção que Lucas Lima em momentos de ataque. Já Raphael Veiga parece ter desperdiçado a chance de ser o "cara" da ligação após uma partida dominical de inoperâncias.

Uma análise reflexiva sobre um time que volta depois de 100 dias induz a conclusão de que ter começado a partida contra o Água Santa com Veiga e Lima foi uma opção em que o treinador decidiu testar, aproveitando o fato do time já estar classificado. Não faz sentido abrir mão de Luiz Adriano, até porque o centroavante andou sumido no clássico pelo fato de a bola não chegar até ele.

Lucas Lima tem sido alvo de críticas da torcida do Verdão por não render o esperado no meio de campo (Foto: César Greco / Ag. Palmeiras)

Lucas Lima permaneceu em campo até o final da espécie de jogo-treino realizado pelo Palmeiras na última rodada, 90 minutos necessários para perceber que o camisa 20 mata todas as jogadas que chega até ele, abusa do toque de lado e esbanja uma lentidão que ainda não se sabe ao certo se é falta de ritmo de jogo ou limitação que demonstra em partidas em que precisa ser exigido. Que Vanderlei tenha os olhos da percepção bem aguçados para saber dosar até quantos testes L.L participa sem comprometer.

O que tem deixado o palestrino estupefato é a falta de conexão do ataque. A turma de meias, possíveis conectadores, esteve completa em campo no laboratório do Profexô. Embora Gustavo Scarpa demonstre certo ímpeto, atento ao jogo, sua falta de pontaria e seu estilo caranguejo de ser não correspondem ao esperado.

Gabriel Menino pede passagem e pode ser uma alternativa na vaga do contestado Bruno Henrique (Foto: César Greco / Ag. Palmeiras)

Scarpa busca o jogo de lado, mesmo recurso que Lucas Lima utiliza para assassinar jogadas de ataque. A tática do crustáceo faz com que atacantes da característica de Luiz Adriano passem o jogo à míngua, correndo atrás de zagueiro. É o futebol na manguetown em que a meta deveria ficar na lateral. O que preocupa é que as opções (Veiga, Scarpa e Lucas Lima) são, infelizmente, MAIS DO MESMO.

A tarde de testes trouxe bons presságios ao ver Gabriel Menino substituir Bruno Henrique. A entrada de Menino conferiu mais mobilidade ao time, alcançou-se ao menos um estado de ânimo mais vibrante do que quando BH se arrastava lentamente pelo campo. Há tempos deve boa atuação, suas jogadas não contribuem. O que Patrick de Paula apresenta de vontade, o camisa 19 apresenta de apatia.

E assim como nada é definido na frente, no meio de campo defensivo também se abre a dança das cadeiras. Ramires entrou bem e mais uma dúvida para a lista alviverde: quem entra para Bruno Henrique sair, Ramires ou Gabriel Menino? Começa a ficar perigoso e insalubre apostar em B.H e a evolução de Patrick o transforma em essencial.

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