Um dos fatos do último sábado (24) que mais repercutiram nas redes foi o incêndio da estátua do bandeirante Borba Gato, localizada na Avenida Santo Amaro, no bairro de mesmo nome, na cidade de São Paulo. Um grupo chegou ao local, espalhou pneus pela via e ateou fogo na estátua. Porém, os bombeiros controlaram o fogo, e a estátua continuou de pé.

Borba Gato foi um dos bandeirantes paulistas, que desbravaram o interior do Brasil no século XV, quando o país ainda era colônia de Portugal. Ele iniciou seu trabalho na vida pública ao lado do sogro, Fernão Dias Paes. Nasceu em 1648 e morreu aos 69 anos, em 1718, quando era juiz ordinário da vila de Sabará, em Minas Gerais.

Um dos momentos mais polêmicos de sua vida foi o assassinato do fidalgo D. Rodrigo de Castelo Branco, ao não respeitar algumas determinações concedidas a ele à época, por volta dos anos 1680. Ele chegou a se refugiar no interior de Minas Gerais, mas logo retornou à ativa, perdoado pelo assassinato.

Teve um papel importante na época dos bandeirantes, que desbravavam o interior do Brasil, matando indígenas e escravos. Hoje em dia, há várias homenagens a eles em São Paulo, como por exemplo o Monumento às Bandeiras, próximo ao Parque do Ibirapuera, e a Rodovia dos Bandeirantes, estrada que liga a capital ao interior paulista.