Futebol

Cruzeiro deixa de faturar bolada com vendas de Cacá e Maurício; Carlos Ferreira confirma valor de cada jovem no mercado

O dirigente celeste abriu o jogo e confirmou que os dois jogadores estiveram próximos de deixar a Toca da Raposa antes da pausa no futebol

O Cruzeiro convive com graves problemas financeiros em Belo Horizonte. As dívidas já fizeram o clube perder seis pontos na tabela de classificação da Série B do Campeonato Brasileiro e outras cobranças preocupam. Além da dimunição de receitas por conta da pausa no futebol, o Cabuloso também perdeu a oportunidade de arrecadar uma bolada com vendas de atletas.

Antes da paralisação por conta da pandemia da Covid-19, o clube projetava receber mais de R$ 40 milhões com as transferências de duas joias de base. Em entrevista ao canal Informativo Cruzeiro, no Youtube, o interlocutor do Núcleo Dirigente Transitório com o departamento de futebol, Carlos Ferreira, abriu o jogo.

Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro/Divulgação

Uma das principais revelações da base celeste, o meio-campista Maurício, de 18 anos, que já foi apontado na mira do Manchester City, da Inglaterra, tinha conversas adiantadas para deixar a Toca da Raposa. “As coisas estavam bem adiantadas e o provável investidor que gostaria de contratar o Maurício chegaria até R$ 25 milhões. Então no intervalo das negociações, veio a pandemia e esfriou tudo”, revelou o dirigente.

Além do meia, outro jogador que por muito pouco não saiu do Cruzeiro foi Cacá. O CSKA Moscou, da Rússia, chegou a oferecer 4 milhões de euros (cerca de R$ 23 milhões), valor que agradou a diretoria. “O Athletico-PR havia feito uma proposta oficial por 60% do passe dele, que é o que o Cruzeiro tem de direito, mas nós entendemos que, naquele momento, o Cacá valeria mais de dois milhões de euros. Tínhamos uma proposta do CSKA, da Rússia, que daria quatro milhões de euros pelo Cacá", avaliou.

"Se você tem a possibilidade de vender o jogador por quatro milhões, seria um mau negócio vendê-lo por dois. Então, teríamos que esperar também. E isso foi tudo acumulado nos dias que antecederam a pandemia. Chegando a pandemia, desestruturou todo mundo, paralisou todos os campeonatos. O Cruzeiro precisava fazer as negociações, de captar esses recursos, mas infelizmente não teve condições”, completou Carlos Ferreira.

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